sábado, 11 de outubro de 2008

Contra(mão)

A Clarice é que tinha razão quando disse: "Os sinais estão tantas vezes no lugar errado, tantas!"

O bem do mar

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Sonho

31Ó rei, tu tiveste uma visão. Eis que uma grande, uma enorme estátua se levantava diante de ti; era de um brilho extraordinário, mas de um aspecto terrível. 32Esta estátua tinha a cabeça de ouro fino, o peito e os braços de prata, o ventre e as ancas de bronze, 33as pernas de ferro, os pés metade de ferro e metade de barro. 34Contemplavas tu esta estátua, quando uma pedra se desprendeu da montanha, sem intervenção de mão alguma, e veio bater nos seus pés, que eram de ferro e argila, e lhos esmigalhou. 35Então, com a mesma pancada foram feitos em pedaços o ferro, o barro, o bronze, a prata, o ouro, e, semelhantes ao pó que no Verão voa da eira, foram levados pelo vento sem que deixassem qualquer vestígio. A pedra que tinha embatido contra a estátua transformou-se numa alta montanha, que encheu toda a terra.
Daniel, 2, 31-35

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Born on the Ninth of July

Um, dois, três caranguejos!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Maré que enche

Hoje à tarde, a maré enchia assim no nosso finis terrae, com toda a força e todo o vigor que são habituais no quotidiano amplexo do mar com a ocidental praia.

* especialmente para a Lady Godiva...

(Nove) Vidas


Quem vier à baía, tem sempre de passar por mim. Espero, no fim da descida, para dar as boas vindas aos que, mesmo sem o saberem, entram nos meus domínios - aqui sou senhor, aqui vivo desde sempre todas as vidas, as minhas e as de quem por cá passa nem que seja apenas um minuto. Vivo os dias longos e as noites frias, as marés baixas e as altas, as calmarias e as tempestades, a fome e a abundância, enfim... a vida deste côvo porto de mar, onde há tantos séculos desembarquei e de onde nunca mais quero zarpar. As saudades que tenho da terra em que nasci já são tão longínquas e insignificantes que se resumem à imagem vaga e difusa do palmar onde dei os primeiros passos na areia escaldante da margem do rio mais antigo de todos. Mas é aqui que vivo a eternidade.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Contra a corrente

Agora é que foi! Não liguei aos outros sinais (nem a este) e agora é tarde: entrei no redemoinho e ando para aqui a nadar contra a corrente...