Sei eu lá bem que aspecto a poesia
deva ter. Não esse tipo paralisado,
monocórdico. É uma coisa que não
aprecio muito. O mesmo tom repetido
até ficar gasto, e depois chamar isso
«coerência formal», ou «uma voz
própria», esse género de tretas.
Não, isso é pouco do meu gosto.
Então antes a guloseima favorita
da minha infância. O rebuçado
mágico. A gente vai chupando,
chupando, estão sempre a aparecer
outras cores e, mal uma pessoa
se distrai, não sobra mais
nada. É exactamente isso, acho
eu. Uma coisa assim. É ela por ela.
Tom Lanoye (trad. Fernando Venâncio)
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
domingo, 11 de janeiro de 2009
Shalom
Abro hoje uma excepção na linha editorial deste blogue para falar da Palestina.Nunca foi minha intenção erigir aqui qualquer tribuna política. Aliás, partilho cada vez menos e cada vez com menos pessoas as minhas opiniões sobre o caminho para que estamos a conduzir este nosso mundo. Mas tenho de dizer alguma coisa sobre mais este massacre em Gaza.
Não me considero anti-semita, mas não é por receio de mo chamarem que vou deixar de ter opinião sobre aquilo que os israelitas (não os judeus) estão a fazer: puro genocídio. É uma espécie de "solução final" à maneira do século XXI: planificada ao pormenor, tanto nos métodos como nos timings ou nos alvos. Quando, por exemplo, se oblitera uma escola e o "seu conteúdo", já nem sequer se fala nos politicamente correctos «danos colaterais», pois o alvo é apresentado objectivamente como a própria escola, que era preciso arrasar porque havia suspeitas de lá permanecerem não se sabe bem se "terroristas" ou "armas de destruição massiva" ou qualquer outro papão ou ogre ou espantalho a necessitar de ser primeiro 'agitado' e depois destruído para que os que foram assustados com a sua revelação possam dormir descansados depois do seu desaparecimento.
Apetecia-me dizer que já não precisamos que nos inventem papões para comermos a sopa, mas, infelizmente, olhando à volta, vejo os meus pares a comerem a sopa enquanto, cada vez mais assustados, vão acreditando nos papões e, cada dia mais convencidos do seu alívio, exultando com as notícias dos exorcismos bem sucedidos.
«Que chatice! Acabem lá com esses gajos, se não ocupam-me o telejornal todo e não deixam espaço para as verdadeiras notícias. Já deram as imagens do Ferrari do Cristiano Ronaldo destruído no túnel? Sabias que o gajo vai ter de trabalhar quinze dias para comprar outro? Aquilo é que é qualidade de vida. Outra notícia de merda! Se não são os árabes, são os pretos. Matem esses gajos todos de uma vez!»
É esta a mentalidade dos da minha geração, dos pais dos meus alunos, enfim, de muita gente - para não me comprometer com um talvez exagerado (?) "da maioria".
Estão a matar gente igual a nós, estão a matar-NOS, e 'zapamos' para outro canal.
Atrevo-me a dizer que cada um de nós, quando finge que não vê, está a ser tão criminoso como um general israelita.
"Pedi" a foto emprestada ao CM.
sábado, 10 de janeiro de 2009
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
'Assonância aliterada' - claro!
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