quinta-feira, 5 de março de 2009

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Mudança de suporte tecnológico

A Lady Godiva, no seu Mar Aberto, coloca algumas interrogações interessantes sobre os instrumentos actuais de comunicação e sobre o uso que deles fazemos, quase sempre em detrimento dos seus antecessores. Hei-de tentar responder-lhes assim que puder. Entretanto, deixo este contributo.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

21 de Fevereiro de 1935


Esta é a terra que te viu nascer, mãe. Não sei bem em qual das casas, mas penso que numa que deve estar escondida pela vegetação - dizes-me que nasceste no "moinho de água" da Bica do Meio.
Faz hoje 74 anos que nasceu a minha mãe, num pequeno monte à entrada da aldeia de Porto Côvo, concelho de Sines.
Parabéns, mãe! Hoje é teu todo o dia.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

sábado, 14 de fevereiro de 2009

À hora mais fria



À hora mais fria, quando a noite dá lugar à madrugada, os seus olhos insistiam em perscrutar o negrume do horizonte, debruado por miríades de astros cintilantes no jogo perfeito de simetria que é o reflexo do céu nas águas do mar, enquanto a aurora lentamente se ia aproximando cavalgante na suave brisa que ainda transportava os perfumes da tórrida meseta ainda há pouco deixada pelo caminho.
Toda a noite ali estivera sentada no minúsculo promontório avarandado por sobre a praia, imóvel, quase petrificada, quase fazendo já parte do perenal recorte da paisagem.
Há semanas que as noites são, todas, assim passadas. E nem um sinal. Nada. Nas horas que se seguiram à partida dele, ainda teimava em ver o rasto deixado nas águas pela quilha do pequeno batel, de onde lhe chegavam os ecos das últimas palavras por ele proferidas, naquela crepuscular hora já tão nocturna:
«Não me esperes… não me esperes, que eu não volto… nunca mais… nunca! Hei-de amar-te para sempre!»
No fim dessa primeira noite de expectante vigília, vestiu o negro que desde então a cobre da cabeça aos pés e sepultou-se em casa, de janelas e portas fechadas, do nascer ao pôr do sol. Nunca mais ninguém a viu, vizinhos ou parentes. Nem mesmo aqueles que ainda foram impondo no aferrolhado postigo as marteladas tentativas de obtenção da resposta que vencesse o hermetismo daquele emparedamento que só a coberto do xaile e da noite alta era quotidianamente interrompido pela fortuita saída e sequente deambulação pelos bem conhecidos trilhos – por entre tojos, cardos e chorões – que a dirigiam ao costumeiro ponto de vigia.
O mar o trouxera um dia, o mar o levara uma noite.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Amuo