quinta-feira, 1 de outubro de 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
O Bom Gigante
Era uma vez um gigante que não gostava de ser gigante.
– Chamo muito a atenção – queixava-se ele. – Para onde quer que vá, todos, de longe, apontam o dedo para mim "Lá vai o gigante!" E assustam-se. E abusam do meu nome e pessoa, metendo medo aos meninos: "Se não comes a sopa, chamo o gigante". E espalham disparates a meu respeito, dizendo que eu como gente, sou mau e outras calúnias que tais. Não aturo isto.
Pôs-se a andar de joelhos, a ver se não davam tanto por ele. Qual quê! Um gigante de joelhos, quer se queira quer não, é sempre um gigante, ainda que de joelhos.
Deixou de aparecer. Fechou-se no seu palácio de gigante e nunca mais pôs um pé fora de casa. Mas um gigante escondido, que de um momento para o outro pode aparecer, aterroriza ainda mais a vizinhança do que se andasse sempre na rua.
– Vou mudar de terra – decidiu o desgostado gigante.
Andou por vários reinos, sempre precedido pela sua fama.
– Vem aí o gigante – gritavam.
E todos fugiam.
Até que foi ter a uma terra de gigantes. De gigantões. Todos muito maiores do que ele.
– Aqui é que me convém ficar a viver – disse o gigante.
– Ninguém vai reparar em mim.
Por acaso reparavam. Chamavam-no, nessa terra, de gigantões matulões, chamavam ao gigante desta história de "pitorro", "badameco", "homenzinho", "pigmeu"... Mas ele, que tinha muito bom feitio, não se importava.
António Torrado
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
domingo, 20 de setembro de 2009
Amor à primeira vista e outras paixões

Hasta siempre, compañero!
* Como este é o meu post número 161 e sei que há quem goste de capicuas e similares, decidi publicá-lo em 20.09.2009, às 20:09. Eu sei que a coisa não capicua, mas tem o seu 'ritmo'...
sábado, 19 de setembro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Parabéns!

Com um dia de atraso, um beijo de parabéns para a Lady Godiva no primeiro aniversário do seu Mar Aberto, por onde todos temos navegado com, mais do que agrado, prazer, mesmo que, por vezes, não deixemos vestígios dessas nossas passagens pelas águas - ora calmas e serenas, ora agitadas e revoltas - das imagens e dos sons, mas principalmente das palavras nuas cavalgando a liberdade...