quinta-feira, 8 de outubro de 2009

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Há trinta anos...

No Dia Mundial da Música e para comemorar outra efeméride: Os Mestres & As Criaturas Novas completa hoje o seu primeiro ano de vida.

Era uma vez um cavalo...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O Bom Gigante

Era uma vez um gigante que não gostava de ser gigante.
– Chamo muito a atenção – queixava-se ele. – Para onde quer que vá, todos, de longe, apontam o dedo para mim "Lá vai o gigante!" E assustam-se. E abusam do meu nome e pessoa, metendo medo aos meninos: "Se não comes a sopa, chamo o gigante". E espalham disparates a meu respeito, dizendo que eu como gente, sou mau e outras calúnias que tais. Não aturo isto.
Pôs-se a andar de joelhos, a ver se não davam tanto por ele. Qual quê! Um gigante de joelhos, quer se queira quer não, é sempre um gigante, ainda que de joelhos.
Deixou de aparecer. Fechou-se no seu palácio de gigante e nunca mais pôs um pé fora de casa. Mas um gigante escondido, que de um momento para o outro pode aparecer, aterroriza ainda mais a vizinhança do que se andasse sempre na rua.
– Vou mudar de terra – decidiu o desgostado gigante.
Andou por vários reinos, sempre precedido pela sua fama.
– Vem aí o gigante – gritavam.
E todos fugiam.
Até que foi ter a uma terra de gigantes. De gigantões. Todos muito maiores do que ele.
– Aqui é que me convém ficar a viver – disse o gigante.
– Ninguém vai reparar em mim.
Por acaso reparavam. Chamavam-no, nessa terra, de gigantões matulões, chamavam ao gigante desta história de "pitorro", "badameco", "homenzinho", "pigmeu"... Mas ele, que tinha muito bom feitio, não se importava.

António Torrado

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

No fim do Verão...


E com o ocaso deste dia mais um ciclo se cumpriu!

domingo, 20 de setembro de 2009

Amor à primeira vista e outras paixões



Um dia (ou uma noite), enquanto procurava nem sei bem o quê no escaparate de uma discoteca, deparei com um CD que me atraiu o olhar pela beleza da fotografia da capa. Comprei-o imediatamente, disposto a submeter-me à experiência de chegar a casa e ouvir algo completamente desconhecido, sem qualquer tipo de informação sobre o autor ou o género ou o que quer que fosse. Foi uma das mais belas surpresas de toda a minha vida. Apaixonei-me imediatamente por aquele piano e pelos acordes que me oferecia. Como na adolescência de vinil, ouvi o álbum vezes sem conta, ao mesmo tempo que fui mergulhando no libreto para saber quem era este velho de olhar terno e sincero que me ensinava que a base da música cubana era o piano e não qualquer percussão ou jogo de metais. E descobri quem e de que forma o descobrira a ele, Rubén Gonzáles, tocando num piano quase a desfazer-se. E que esse descobridor, o Ry Cooder, descobrira também outras pérolas e as juntara todas num colar. Daí a procurar o CD Buena Vista Social Club foi apenas um passo. Engraçado é que, tendo gostado tanto do disco, oferecesse vários exemplares a alguns dos meus amigos e nunca tivesse comprado um para mim. Foi com um desses amigos, o PS, que, em 29 de Abril de 2000, vivi uma das noites mais mágicas do Coliseu, num dos primeiros concertos que Rubén deu fora da América Latina e, infelizmente, um dos últimos que a sua provecta idade lhe permitiu.

Hasta siempre, compañero!

* Como este é o meu post número 161 e sei que há quem goste de capicuas e similares, decidi publicá-lo em 20.09.2009, às 20:09. Eu sei que a coisa não capicua, mas tem o seu 'ritmo'...

sábado, 19 de setembro de 2009

No Nilo...

Por este rio acima, em direcção ao mar...